aunque se

Amado meu, hoje tomei coragem pra escrever.

Escrever sobre você, por você, pra você.

Quem sabe um dia desses, você olhe as três marias no céu e lembre de mim.

Até que ponto esse amor pode chegar? Por quanto tempo essa saudade vai durar?

Me pergunto isso todos os dias.

Do que adianta chorar agora?

Ler antigos textos me fazem ter esperança de um amor escondido.

Cada lagrima que raramente escorre pelo meu rosto, derruba consigo um tanto de vida.

Vazio e escuro, é meu peito sem você por perto.

Encontrar sua cura, encontrar o que realmente te completa.

Encontrar você.

Ri[a]mando

Chega a ser engraçada esta situação.

Amado meu, será que tudo isso foi em vão?

Ao teu lado descobri que tudo é possível.

Do que adianta a saudade se o destino se mostrou previsível?

Cá estou eu em meio a rimas bobas, sendo eu, sendo tua.

Mais algum blá blá blá e sua foto, oh céus, minha cabeça na lua.

Termino agora essa rimância.

Aquela que rima amor com dor.

Sentindo frio, querendo abrigo.

E com ciume daquela que te chama de “amigo”.